Em pouco mais de dois meses, Terminal de Jundiaí movimentou mais de mil TEU

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No dia 18 de dezembro de 2017, o primeiro trem saiu do Terminal Intermodal de Jundiaí (Tiju) rumo ao Porto de Santos. De lá para cá, as movimentações não pararam de crescer. Ao todo, 1.122 TEU* foram movimentados em 22 trens que partiram para a exportação ou chegaram para abastecer as empresas da região de Jundiaí e Campinas.

“Quando lançamos um terminal desse tipo, naturalmente, trabalhamos com um período de maturação das operações, afinal de contas, nem todos os players da região conhecem as vantagens que a ferrovia pode oferecer à sua cadeia logística, como custo inferior, segurança operacional e da carga, além de ser um modal menos poluente. Esse terminal nos surpreendeu de forma muito positiva”, ressalta Guilherme Alvisi, gerente geral de Negócios – Carga Geral da MRS.

“Para que se tenha uma ideia clara da evolução que estamos tendo no TIJU, neste início de operação do terminal, no primeiro mês recebemos cinco trens e, já no terceiro mês, que foi fevereiro, realizamos a operação de 12 trens e o melhor é que temos capacidade para crescermos muito mais”, avalia Rodrigo Paixão, CEO da Contrail.

O otimismo do executivo não é em vão, tendo em vista que o Tiju tem capacidade para o transporte de 70 mil TEU por ano e a MRS já se consolida no mercado como uma das maiores operadoras de contêineres país.

“Em um cenário econômico de baixo crescimento e de busca por eficiência, a ferrovia oferece várias vantagens, entre elas, o acesso sem filas aos portos. Uma composição ferroviária, com 21 vagões, transporta o equivalente a 84 caminhões, além de um elevado nível de segurança operacional (baixo índice de acidentes) e da carga (índices quase nulos de roubo) – estes dois itens reduzem também custos com seguros. O mercado precisa aproveitar tudo isso”, é o que recomenda Rodrigo Carneiro, gerente de contas comerciais – Pós-Venda da MRS.

PULMÃO DE CARGAS

Com sua localização privilegiada e com a integração entre modais de transportes, o Tiju também reduz custos dos clientes com armazenagem de cargas, uma vez que os contêineres podem ficar na área da Contrail, liberando espaço nos estoques das indústrias. Dessa forma, o empreendimento funcionará como um “pulmão logístico”, regularizando o fluxo operacional e evitando grandes picos de demandas.

Por conta de suas características, o terminal pode beneficiar especialmente empresas do segmento de tecnologia e eletrônicos, que têm fábricas na Zona Franca de Manaus e utilizam o serviço de cabotagem (navegação doméstica) para distribuir seus produtos na região de maior consumo, a Grande São Paulo. Outras indústrias que podem ter ganhos logísticos são as que utilizam insumos importados, aproveitando o fluxo de retorno dos trens do Porto de Santos no sentido do interior.

E como este terminal já tem um movimento significativo de contêineres, praticamente qualquer tipo de carga pode ser transportada pelos trens: desde commodities agrícolas até produtos com médio e alto valores agregados. Dentro do contêiner, a carga pode passar pela rodovia, ferrovia e marítimo de uma forma bem prática.

DO PORTO À PORTA

O serviço ofertado, neste caso, é para toda a gestão do transporte feito por meio do terminal, desde o porto até a porta do cliente. E, ao longo de 2018, o Terminal Intermodal de Jundiaí também deve operar cargas com origem ou destino no Rio de Janeiro, por meio da malha ferroviária da MRS.

“Acreditamos que o transporte multimodal é a solução logística mais eficiente e sustentável e a melhor escolha nas operações envolvendo o Porto de Santos. Com a economia voltando a crescer, é fundamental para o mercado ter uma alternativa ao modal rodoviário, com custo competitivo e outras vantagens”, diz Rodrigo Paixão, CEO da Contrail.

O Terminal Intermodal de Jundiaí está localizado em uma das regiões mais industrializadas do país, a 30 Km de Campinas e a 50 Km de São Paulo. Além da conexão direta à malha da MRS, com extensão de 150 km até o Porto de Santos e 480 Km até os portos do Rio de Janeiro, há, ainda, a possibilidade de receber e enviar cargas pelas rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera. Com isso, a operação intermodal pode beneficiar especialmente indústrias de cidades próximas a Jundiaí e Campinas tanto para o recebimento de insumos quanto para o transporte de bens acabados.

Em 2017, a MRS transportou um milhão de toneladas em contêineres, o equivalente a 84 mil TEU. O resultado consolida a empresa como uma das maiores operadoras terrestres de contêineres e é a solução de maior valor para fluxos com origem ou destino na região Sudeste.

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