BRZ20IMS-LOGO-INTERMODAL-NOVO-PORT

Automação de sistemas: um passo fundamental para se alcançar a Logística 4.0 

 


Avaliação é do diretor técnico da Associação Brasileira de Automação, Roberto Matsubayashi, que participou do Papo em Movimento

 

A automação de sistemas é algo cada vez mais comum em nosso dia a dia: soluções conectadas, integradas e com informações disponíveis em tempo real são tendências que observamos com mais frequência atualmente. Tanto é que, cada vez mais, fala-se na possibilidade de levar o setor logístico brasileiro a outro patamar, o da Logística 4.0.

Quem comenta mais sobre isso é o diretor técnico da Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) - organização que tem o propósito de desenvolver e promover padrões para identificação, captura e compartilhamento de dados - Roberto Matsubayashi. O executivo participou do Papo em Movimento, série de entrevistas virtuais organizadas pela Informa Markets, empresa realizadora da Intermodal South America. 


Leia mais: Transformação digital na logística: um caminho sem volta

Para ele, antes de chegar ao nível de Logística 4.0, o País deve investir ainda mais em ferramentas de automação de dados, que vai além das que já conhecemos nesse sentido, como os leitores de código de barras. 

“Elas são essenciais para a gestão das cadeias de suprimentos globais e para a facilitação do comércio em todo o mundo, pois são através delas que são construídos os bancos de dados e sistemas digitais. E há diversas soluções para isso, além dos tradicionais leitores de código de barras, como as plataformas de ERP (para gestão financeira e contábil), WMS (para gestão de armazéns) e sistemas de rastreamento, entre muitas outras que garantem um modelo de negócios mais eficiente e um alto nível de serviços logísticos”, afirma.

E o Brasil tem mercado para isso, diz Matsubayashi, assim como um grande potencial de crescimento neste segmento. 

“Somente no Brasil, são 58 mil empresas associadas à GS1 e elas representam o equivalente a 31% do PIB nacional, além de 18% dos empregos do País, então é algo bastante significativo. Mas temos muito mais para avançar, como no setor industrial”, aponta.

“Um de nossos estudos, o Índice de Automação do Mercado Brasileiro, por exemplo, indica que 26% das empresas industriais nacionais não tem nenhum sistema de gestão sequer, que é a primeira fase para se começar a pensar no conceito 4.0. Além disso, a questão de 4.0 não envolve apenas tecnologia, é necessário investir também nos profissionais, em capacitá-los, pois são eles que irão operar os sistemas”, complementa.

De qualquer forma, o executivo acredita que uma coisa é certa, o mundo já vinha em um ritmo acelerado em busca de novas tecnologias e soluções digitais, e a pandemia do novo coronavírus alavancou ainda mais tudo isso. 

“A diferença é que, agora, isso ficou ainda mais claro para todos. Todo mundo está vendo que sem a tecnologia, hoje em dia, é tudo bem mais difícil”, conclui o entrevistado.



Confira a entrevista completa com o executivo: https://youtu.be/vj8spc0tNbc