O que pode ser mais importante do que ter uma matriz de transporte sustentável ao longo dos anos?

Armadores ressaltam cabotagem como o caminho natural para o Brasil, se apoiando na ajuda da multimodalidade

Meros quatorze anos se passaram desde o “ressurgimento” do transporte de cabotagem para cargas conteinerizadas. E alguns operadores se destacam nesse processo: Aliança Navegação e Logística, Log-In Logística e Mercosul Line. Nesses anos muitos progressos no uso e divulgação do transporte de cabotagem marcaram o rumo do modo de transporte. Um desses marcos foi a fusão da Aliança com a Hamburg Sud, por exemplo, ou o encerramento das operações da Maestra Logística em 2014.

Com uma invejável costa marítima e grande parcela do mercado consumidor localizada a até 200 quilômetros da costa, o modal tem o privilégio de explorar a BR Marítima – termo cunhado pela Aliança Navegação e Logística – num meio de transporte que é o mais amigável ao meio ambiente pelo baixo teor comparativo de emissão de poluentes.

A 100% brasileira Log-In, é um exemplo nesse processo. Com 15 embarques regulares semanais em diversos portos do Brasil e Mercosul e 20% de crescimento em volume ao ano (de 2008 a 2013), Marcio Arany, da Log-In, afirma que a cabotagem é o caminho natural para o Brasil. De acordo com ele, 80% da população e 70% das indústrias brasileiras estão localizadas até 200 km da costa, um dos grandes motivos da companhia acreditar no modal. “A cabotagem teve uma retomada forte em 2009, e de lá para cá vem crescendo continuamente. Outro motivo que não podemos deixar de levar em conta é a questão da sustentabilidade e do ecológico que ela oferece aos outros modais, até como um complemento”, salienta, destacando o uso mais eficiente do combustível e o baixo índice de sinistralidade.

Viviane Rodrigues, diretora comercial da Mercosul Line, define o relacionamento da companhia com a cabotagem em uma palavra: comprometimento. “A palavra para mim mais do que nunca é comprometimento, e esse é o comprometimento que a gente tem”, disse, lembrando dos últimos investimentos realizados pela companhia através do Mercosul Itajaí que teve o aporte de R$ 200 milhões. “Que para nós é só uma parta da caminhada. Estamos prontos para crescer e apoiar o desenvolvimento do nosso país”, completou.

Defendendo a operação porto-a-porto, Arany comentou a importância do modelo clássico adotado pelos armadores desde 2009, mesmo sendo uma operação um tanto complicada. “Oferecer porta a porta no mercado brasileiro é complicado, mais os armadores conseguiram transformar isso em uma coisa simples. Entretanto, apesar dessa complexidade ter se traduzido em algo simples, uma característica ainda traz, talvez alguns engessamentos para a cabotagem”.

Arany se refere ao fato de o modal trabalhar com dias fixos de atracação, o que por outro lado, também traz regularidade nas escalas. Para ele, esse é um diferencial em relação ao outro modais, que não pode ser tratado como um fator negativo, e sim como uma forma de adequação para aquele que ainda não usa o modal. “Isso é um diferencial até mesmo para a escolha da empresa em utilizar a cabotagem, ela apenas tem que se adequar a isso. Mas, de fato a organização da produção e do processo logístico é uma mudança, talvez complicada para alguns se adequarem a essa periodicidade e cadencia”.

No assunto previsibilidade e periodicidade Rodrigues concorda e aponta além disso, a redução dos custos e a considerável redução de avarias, além de roubos e soluções logísticas integradas. E conclui: “Ou seja, a cabotagem está aqui para unir o multimodalismo. Todos temos que trabalhar juntos, para fazer com que criemos uma matriz de transporte eficiente e integrada que beneficie o país como um todo”.

Para o executivo da Log-In um grande diferencial da cabotagem é o acompanhamento de todas as etapas do processo e do serviço logístico. Para ele logística é informações e ressalta: “Esse é um grande diferencial da Log-In”, destacando o painel desenvolvido pela companhia que inclui uma série de rotinas disponibilizadas para seus clientes.

“Para nós cabotagem é rotina, e rotina é logística. Através da cabotagem nós somos capazes de suprir e viabilizar toda a cadeia, desde os fluxos inbound até o outbound em larga escala”, destacando ainda a capacidade de carregar bauxita, lingotes e bobinas de alumínio, latas cheias e vazias até a logística reversa das sucatas.

Fonte: Guia Marítimo

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